Case de Sucesso

Do Projeto ALI ao PEQ 2018: os passos da Farmaderm a caminho da excelência

Após dois anos de consultorias para o aprimoramento da gestão, empresa de manipulação de medicamentos figura entre as vencedoras do Prêmio Estadual da Qualidade

Pioneira no ramo de medicamentos manipulados em Alagoas, a Farmaderm, uma das vencedoras do Prêmio Estadual da Qualidade (PEQ/AL) em 2018, já tinha praticamente todos os ingredientes de uma gestão de excelência há dois anos, quando começou a ser atendida pelo Projeto Agentes Locais de Inovação (ALI) do Sebrae. Know-how de mais de três décadas no mercado, procedimentos operacionais padrão em todos os setores, uma equipe experiente e qualificada, recursos financeiros suficientes, relacionamento positivo com o cliente e um alto nível de qualidade, de acordo com o rigor das exigências legais que regem as empresas que lidam com a saúde das pessoas. Mas ainda faltava uma gestão que sistematizasse e harmonizasse tudo isso. Hoje, não falta mais.

Após um trabalho intenso, a Farmaderm conquistou o prêmio realizado pelo Movimento Alagoas Competitiva, em parceria com o Sebrae, por ter implementado um modelo de gestão capaz de integrar os diversos setores da empresa, definir processos e indicadores e engajar todos os 40 funcionários, distribuídos em quatro lojas – três em Maceió e uma em Palmeira dos Índios – em torno do mesmo propósito. O primeiro ano foi dedicado à criação de uma cultura de diálogo, com reuniões para discutir ideias e alinhar as questões relacionadas à gestão.

“A Farmaderm tem quatro gestoras principais, que trabalham em áreas distintas, para dar conta de todas as lojas. Antes da consultoria do Sebrae, cada uma delas se dedicava ao seu setor, e não havia conferência de informações. Isso gerava muitos esforços duplicados, com tarefas muitas vezes feitas por dois setores ao mesmo tempo”, relembra Raphael Augusto, Agente de Inovação do Sebrae em Alagoas responsável pela empresa.

No segundo ano de atendimento, os diagnósticos semestrais do Projeto ALI apontaram a necessidade de aprimoramento da gestão. A solução proposta foi a consultoria do Sebrae em Gestão de Excelência Competitiva (GEC). As discussões sobre gestão e inovação no negócio já não cabiam mais somente entre as gestoras: era preciso envolver os outros colaboradores. Em meio a horas e horas de treinamento, sempre aos domingos, único dia em que era possível reunir toda a equipe, surgiu uma grande dificuldade: o Modelo de Excelência da Gestão (MEG) foi atualizado e era preciso atender às novas exigências da 21ª edição para concorrer ao PEQ/AL.

Depois de muita correria, dedicação e esforço, veio a conquista. “Com orientação do Programa ALI e a consultoria do Sebraetec, nós pudemos organizar todo o trabalho. Hoje, estamos bem melhores e pretendemos ganhar a próxima etapa do prêmio”, antecipa Ana Maria D’ávila Lins, farmacêutica e proprietária da Farmaderm. O engajamento de todos os funcionários foi fundamental para que a cultura da qualidade se estabelecesse. “Os treinamentos e reuniões foram importantíssimos. A equipe hoje está muito unida. Em todas as lojas, os colaboradores conversam entre si e se comunicam livremente”, observa a empreendedora.

“Antes, quem era da área de vendas reclamava de uma fórmula que ainda não estava pronta, porque não conhecia o trabalho dos técnicos, os processos, o controle de qualidade. Da mesma forma, os técnicos achavam que a vida no departamento de vendas era fácil, pois não sabiam como é atender clientes de todos os tipos, muitas vezes, com a loja cheia, telefones tocando, malotes e muitas coisas ao mesmo tempo. A partir do momento em que todos passaram a se conhecer, entenderam a importância dos outros. Isso ajudou muito a equipe”, avalia Larissa D’Ávila, gerente de Recursos Humanos da Farmaderm.

Expansão

A rede de farmácias de manipulação está prestes a inaugurar a quinta loja, no município de Arapiraca. Segundo Raphael Augusto, a excelência na gestão permite que esse processo aconteça de forma mais segura. “Muitas vezes, o crescimento sem controle coloca em risco a sobrevivência de uma empresa. Uma gestão mais sólida, racional, com interface que permita o gerenciamento de mais pessoas, de maneira mais estruturada, contribui para uma expansão saudável”, afirma o ALI.

Para quem constrói a Farmaderm no dia a dia, essa gestão estruturada já é uma realidade. “Nós estruturamos toda a parte de planilhas, começamos a controlar melhor os gastos, com todas as demandas passando primeiro pelo financeiro. Hoje, os setores dizem o que precisam e a gente verifica as condições financeiras e o melhor momento de investir”, exemplifica Célia Regina, gerente administrativo-financeira. “A nossa visão de gestão é completamente diferente. Antes, nós não conseguíamos contabilizar e calcular o efeito nem mesmo das ações sociais realizadas pela empresa ao longo de um ano. Tudo isso mudou”, reforça a farmacêutica Edilma Binas.

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