Startups

Empresários conheceram o Programa Centelha/AL e informações sobre Direito Digital

Programa visa incentivar empresas, soluções e ideias inovadoras desenvolvidas por empresas e startups locais

Já consolidado como um dos principais momentos para troca de informação e conhecimento do ecossistema local, o Encontro Mensal das Startups, promovido pelo Sebrae em Alagoas, foi realizado no dia 25 de setembro, na sede da instituição. Os participantes puderam conhecer o Programa Centelha/AL que irá disponibilizar R$1,6 milhão para até 28 novas empresas alagoanas que tenham ideias inovadoras. Na oportunidade, os participantes tiveram um bate-papo sobre privacidade, proteção de dados e direito digital com advogadas do Escritório Martorelli, de Recife.

O programa foi apresentado por Juliana Khalili, assessora de Projetos Especiais e Inovação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal). O Centelha faz parte de uma iniciativa nacional com a participação de 21 estados capitaneada pela Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), além do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Em sua apresentação, Juliana Khalili destacou que podem ser submetidas ao edital tanto pessoas físicas (que deverá abrir uma empresa durante as fases do edital) como pessoas jurídicas, sendo empresas criadas há 12 meses, no máximo, antes do lançamento do edital. Ela também falou sobre os objetivos do Centelha.

“Com esse edital, nós queremos selecionar ideias que se transformem em negócios de sucesso. Com ele, nós pretendemos fortalecer a cultura do empreendedorismo e o nosso ecossistema de inovação e fazer com que ele possa contribuir com a geração de produtos e processos inovadores. Em Alagoas, queremos alcançar mil ideias submetidas de onde vamos tirar 200 projetos e, no funil seguinte, 100 projetos para depois selecionar entre 34 a 28 ideias que serão transformadas em negócios”, frisou Juliana.

Áurea Andrade, analista da Unidade de Comércio e Serviços do Sebrae em Alagoas, enfatizou a importância de apresentar o programa para as startups locais. “Essas empresas fazem parte do público-alvo direto do Centelha, por isso o quanto antes mobilizar essas startups será melhor, sobretudo porque teremos consultores para apoiar a submissão desses projetos. Na plataforma a qual os interessados irão submeter as ideias, o início é bem fácil e as ideias devem ser bem descritas, detalhadas para que elas possam se vender bem e serem selecionadas”, pontuou.

Gesyca Santos, da startup I9 Colab, que trabalha com a aceleração de negócios inovadores, dando o suporte de mentoria de negócios, ressaltou que a empresa deverá participar do programa para tirar ideias do papel.

“O Programa Centelha vem como um divisor de águas para o estado de Alagoas e esse tipo de edital só vem para somar e fortalecer ainda mais as ideações, para que as pessoas possam tirá-las do papel, fortalecendo as startups que já trabalham com inovação e tecnologia há bastante tempo no estado.  Nós já participamos de outro edital da Fapeal, o PPG Empresa, nesse estamos desenvolvendo soluções tecnológicas voltadas para a segurança pública. Mas também queremos participar dessa iniciativa”, concluiu.

Em Alagoas, o Centelha, fruto da parceria entre Sebrae, Fapael, Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Federação das Indústrias do Estado de Alagoas e IEL, será lançado oficialmente no próximo dia 17 de outubro, a partir das 9h, no Palácio República dos Palmares. O edital ficará disponível no mesmo dia no site www.fapeal.br. 

Direito

O Encontro Mensal das Startups também contou com as participações de Marcelle Penha e Nathalia de Biasi, ambas da área de direito empresarial e proteção de dados e Clarisse Gomes, advogada especialista em propriedade intelectual. As três fazem parte da Célula de Atendimento de Startups do Escritório Martorelli que atende startups em cidades como Recife, Maceió e São Paulo.

Elas abordaram alguns desafios que as startups enfrentam no início de suas trajetórias, trazendo temas inerentes ao processo de regularização dessas empresas como os contratos com desenvolvedores e empregados, acordo de confidencialidade, acordo de não competição, aspectos da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPDP), propriedade intelectual, segurança jurídica, registros de marca e acordo de sócios.

“Depois de várias reuniões com startups, identificamos alguns problemas em comum. Na primeira etapa da construção de uma startup, existem outros documentos além do contrato social no qual o empreendedor deve pensar sobre, como o acordo de sócios. A sociedade é como se fosse um casamento e as relações devem ser bem reguladas, principalmente questões como oferta de venda, investimentos e a participação do sócio na empresa”, alertou Marcelle Penha.