Mulheres

MCZ Play traz caso de sucesso da Moving Girls, comunidade para mulheres empreendedoras

Camila Vidal aborda empreendedorismo feminino a partir da construção de comunidades e sentimento de pertencimento

Celebrando o Dia do Empreendedorismo Feminino, comemorado no mundo inteiro na quinta-feira (19), o MCZ Play trouxe a apresentação online do caso de sucesso ‘Moving Girls – Empreendedorismo Feminino e Comunidades’, ministrada por Camila Vidal, CEO e diretora criativa da Moving Girls, comunidade para mulheres empreendedoras que oferece cursos, mentorias, e-books e conteúdo.

Em sua palestra, Camila Vidal contou um pouco de sua história no empreendedorismo e de como percebeu que poderia fazer sucesso no mundo dos negócios e transformar mulheres a partir de uma ideia.

“Saí da CLT, tive uma agência de design, mas não sentia essa capacidade de transformação. Eu queria colocar minha energia em algum lugar, em algo transformador. Comecei a Moving em 2018, mas só no fim do ano passado vi que estávamos construindo algo forte, aí criei um modelo de negócio, monetizando aquilo que tomava minha energia e atenção”, recorda.

O ponto chave para o sucesso foi perceber que empresas poderiam surgir de comunidades feitas de uma relação de confiança com os clientes. “Lancei um e-book em 2019. Por conta de um erro na plataforma, todas as compras do e-book que havia sido um sucesso foram estornadas. O pessoal da plataforma sugeriu que as clientes comprassem novamente. Pedi isso pelos stories, pelas redes sociais e 98% delas fizeram outra compra. Só em uma comunidade conseguimos essa relação de confiança”, destaca.

Segundo Camila, tendo como base uma comunidade, uma empresa tem mais chances de crescer de forma sustentável, fazendo com que contratações, vendas e parcerias aconteçam de forma natural, quase orgânica.

“O primeiro passo para isso é envolver um grupo de pessoas que querem ser representadas pelo produto que você faz, pelo serviço que oferece. Fazer com que elas se sintam pertencidas ao seu universo de marca, sempre estreitando laços com a audiência e clientes. É elas irem até você porque acreditam no que você faz”, afirma.

Exercício de reflexão

Para ter um negócio o qual uma comunidade seja a base, é preciso pensar nos pormenores dele, pensar na persona. De acordo com Camila Vidal é necessário repensar os valores da empresa, saber o motivo pelo qual a empresa vende determinados produtos e como as pessoas se sentem ao comprá-lo. Além disso, a empreendedora deve se perguntar: por que acredito no produto que vendo? O que me despertou a vender o que vendo ou a falar sobre o que falo?

“Quando você faz essas reflexões você começa a achar a mensagem de identificação, de como falar com as pessoas e como elas podem se sentirem representadas”, afirma.

Construir um relacionamento com a comunidade

Camila revela que começou sozinha, mas hoje trabalha ao lado de 10 pessoas, mais de 30 outras escrevendo no blog da Moving Girls, além das quase 430 mil seguidoras somente no Instagram (@movinggirls), tudo isso na base da construção de uma relação e de conexão delas com a marca e oferta da sensação de pertencimento.

“Isso pode ser algo simples, mas externalizando o que você acredita, as pessoas passarão a valorizar mais o seu negócio. A empreendedora precisa entender como ajudar as pessoas, sem ter medo de ser quem ela é. Ela não pode ter medo de falar palavrão, nem medo de ser julgada. Comunidade é isso: reunir pessoas que gostam das mesmas coisas sem medo”, conclui.

A analista da Unidade de Soluções e Inovações do Sebrae em Alagoas, Ana Madalena Sandes, destacou a importância de promover casos de sucesso como o da Moving Girls para a difusão de conhecimento sobre a temática do empreendedorismo feminino.

“Buscamos sempre trazer temas que as mulheres sentem necessidade. E esse caso da Moving Girls, abordando a questão da interação e de empreendedorismo, reforça para a mulher ter uma empresa que seja muito mais a sua cara, para a mulher ver e fazer o que gosta e não ser refém de algo que apenas agrade os outros, mas fazer na vida e no mundo dos negócios algo que agrade a ela”, finaliza.