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Workshop aborda planejamento de negócios para profissionais da beleza

Especialista nacional trouxe os principais desafios na formalização das empresas e novas formas de contratação

Brasil é o terceiro país que mais consome produtos de beleza O Brasil é o terceiro maior consumidor da indústria da beleza em todo o mundo. O setor faturou R$ 101 bilhões em 2014, o equivalente a 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, conduzido por uma massa de Microempresas (ME) ou Microempreendedores Individuais (MEI). Porém, um número considerável de salões de beleza e clínicas de estética ainda estão em processo de formalização ou regularização de aspectos contratuais. Para auxiliar os empresários locais, o Projeto Salão de Beleza em Maceió, Entorno e Alto Sertão trouxe a Alagoas, nessa segunda-feira (03), o consultor do Sebrae Nacional Paulo Roberto Bresciani. 

Especialista em gestão e contabilidade para salões de beleza, Bresciani ministrou o Workshop: ‘Sustentabilidade no Ambiente de Salão de Beleza’. O evento foi realizado na sede do Sebrae em Alagoas, em Maceió, voltando-se principalmente para as mudanças propostas no Projeto de Lei 5230/2013, que regulamenta o modelo de trabalho em parceria com os salões de beleza em todo o país, criando as figuras do “salão-parceiro” e do “profissional-parceiro”. 

Bresciani contou que, devido aos usos e costumes brasileiros, os cabeleireiros e manicures recebiam uma comissão entre 40% e 50% do valor do serviço, mas atuavam na informalidade. A proposta de gestão compartilhada dos salões aponta para uma comissão de até 13% sobre o valor do serviço e atendimento à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), ou então contratos de parcerias via Microempreendedores Individuais. 

“A relação entre patrão e empregado é o principal entrave no caminho da regularização dos salões, pois contratá-los no regime da CLT e ainda manter a comissão tornavam impraticável a sustentabilidade do negócio, já que o empresário precisa administrar despesas como água, energia e produtos, por exemplo”, explicou Paulo Roberto Bresciani. 

Para Amanda Pinto, analista da Unidade de Comércio e Serviços (UCS) do Sebrae em Alagoas, as formas de contratação representam, hoje, a grande dúvida de empresários e profissionais de salões, esteticistas e esmalterias. “Trouxemos esse workshop dentro do Projeto Salões de Beleza porque nosso público ainda tem muitas dúvidas sobre a gestão compartilhada e questões trabalhistas. Além disso, queremos chamar a atenção de todos para a questão do planejamento previdenciário e da importância de se ter garantias para o futuro”, ressaltou. 

Motivação e preparação 

O foco nas questões trabalhistas, no período da manhã, foi mudado para as tendências do mercado da beleza, no período da tarde, abordando normas técnicas do segmento e a prática da revenda de produtos nos salões. Bresciani destacou, em todo o momento, a necessidade de preparação e planejamento. 

“Vocês devem empreender por oportunidade. Estudem a área em que querem atuar, observem o mercado onde já atuam, procurem conhecimento técnico e gerencial, pois temos excelentes cabeleireiros e manicures que não conseguem fechar as contas de seus salões. Planejar seu negócio para dar passos acertados é tão importante quanto atender bem para fidelizar cliente”, defendeu o consultor do Sebrae Nacional. 

Há 21 anos no mercado e presidente do grupo Estação Distribuidora de Beleza (EdBeleza), o cabeleireiro Alexandre Lima acredita que eventos como esse são formas eficazes de orientar e valorizar os profissionais da beleza. 

“Sabemos que a grande maioria dos salões em nossa cidade e no Brasil é de pequenos negócios. É importante que eles cresçam e se fortaleçam enquanto empreendimento viável. Os profissionais devem buscar momentos de aprendizagem como esse, para que possam se desenvolver sabendo quem são e para onde querem ir”, destacou Alexandre Lima.

Tags: Evento, Sebrae, alagoas, salões de beleza, sustentabilidade